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Millennials | Pais Superprotetores



Um assunto delicado para abordar é como os pais educam seus filhos, pois cada família possui seu conceito de educação que, geralmente passa de geração em geração sofrendo algumas alterações de acordo com o tempo.

O tema central desse Millennials não é como os pais educam seus pimpolhos (deixando claro desde já), mas a superproteção que como a expressão utilizada é “super” e sabemos que tudo em excesso faz mal. 

Quando bebês e no início da infância toda proteção que os pais oferecem é pouco, pois nesta época os filhos são totalmente indefesos e dependentes para absolutamente tudo. O que muitos pais confundem são com os cuidados que acabam mimando as crianças, porém, como dito no começo, a criação não é o foco do texto.

As crianças crescem e pequenos dilemas em suas vidas começam a parecer e, vendo isso, muitos pais começam a se preocupar de uma forma que pretendem resolver todas as questões pelos filhos, impedindo que os pequenos comecem a ter o tato do convívio social, de solucionar seus próprios problemas e lidar com situações do cotidiano que são extremamente normais na vida das pessoas.

Estas crianças se tornarão adultos inseguros que não saberão como resolver seus dilemas mais comuns. Poderão tornar-se pessoas antissociais, com baixa autoestima, ansiosos e nos casos mais extremos desenvolver depressão por conta disso.

Existem sinais que mostram o quanto superprotetor os pais são e o principal deles é sem dúvidas, querer resolver os problemas dos filhos. O correto não é colocar a mão na massa e chegar ao denominador do problema para seu filho e sim auxiliá-lo a raciocinar e tomar as atitudes corretas para solucionar o que tiver afligindo. Este ponto inclui muitos fatores, desde os deveres da escola, desentendimentos com terceiros, problemas amorosos e assim por diante.

Para todos os pais ver um filho sofrendo é muito difícil e obviamente o conforto vem de prontidão assim como deve ser. Entretanto, como já dito, tudo em excesso é prejudicial e tentar agradar o filho com presentes, agrados, viagens e etc. pode fazer com que o jovem não saiba lidar com a tristeza, sendo que todos devem ter seu momento de luto, seja por término de relacionamento, não passar no vestibular, o crush não correspondido ou até mesmo a série favorita que foi cancelada. Os pais devem estar a postos para oferecer um ombro amigo e palavras de conforto e não tirar o filho da fossa a todo custo.

“Diga com quem andas que direi quem tu és” ditadinho chato este né? Em sua simbologia o sexto sentido dos pais na maioria das vezes está correto e eles sabem quando alguém é uma má influência ao seu filho. Contudo, a proibição destes relacionamentos não é a melhor saída, já que isso instiga o filho a querer fazer mais e mais. Determinar amizades não é um bom caminho, pois o filho não aprenderá a identificar e pontuar quem lhe faz bem e quem só irá atrasar sua vida.

Cuidado papais e mamães ao tentar aconselhar seus filhotes na hora que ele esta prestes a tomar uma decisão. O conselho deve ser apontado para os riscos que ele pode correr e não um desencorajamento pontual e negativo. Caso contrário, o jovem nunca aprenderá a calcular os riscos de suas atitudes e projetos, causando a insegurança que já foi citada.

O mundo é cruel e todos sabemos disso, mas infelizmente (ou melhor, felizmente) vivemos nele e temos que lidar com este planetão maldoso. A superproteção não faz o filho enxergar com clareza como o mundo funciona. Mesmo depois de adultos, muitos pais continuam protegendo seus filhos como se fossem crianças. Determinando regras muitas vezes sem sentido, apontando o que ele deve ou não fazer, o horário que deve sair e chegar, proibindo amizades e ou lugares a frequentar. Possuindo uma desculpa quase que universal para isso “enquanto morar de baixo do meu teto, você deve fazer o que mando”.

Essa frase determina o militarismo dentro da própria casa, não concordam?

Acredito que, enquanto o filho more na casa dos pais ele por obrigação deve respeitar as regras do lar, porém sendo maior de idade não deve maiores satisfações aos pais. Informando por praxe e respeito o horário que irá chegar, onde irá etc. etc. etc. para não deixar os velhotes (com todo o respeito) preocupados, além de colaborar com as obrigações e tarefas da casa. Porém nada a mais disso, afinal a vida pertence somente a ele e os pais já fizeram sua obrigação de criar o filho para o mundo. Afinal, os pais criam, educam e preparam o filho para o mundão a fora.

Se seu papai ou mamãe (melhor ser carinhoso para nenhum pai me xingar) estiver te sufocando, a melhor saída é você expor o que está sentindo, sem brigas ou manhas. Sentar com calma e apontar para seus pais o que eles estão fazendo, pois muitas vezes os coroas não estão percebendo suas ações e a intenção de nenhum pai ou mãe é magoar seu filho. Portanto se eles perceberem que estão te chateando e sufocando irão começar a dar mais espaço e respeitar sua privacidade.

Quando alguém nos ama muito, ela quer tanto nos ajudar que muitas vezes acaba atrapalhando e cabe a nós mostrar isso a ela.

Millennials | Pais Superprotetores Millennials | Pais Superprotetores Reviewed by MK Friend on 4.12.15 Rating: 5

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