Header AD

Testamento de Robin Williams faz Disney cancelar novo filme de Aladdin



Depois de O Retorno de Jafar e Aladdin e os 40 Ladrões - lançados em 1994 e 1996, respectivamente - a Disney estava com planos de fazer um quarto filme da animação, a partir de gracejos, piadas e outras falas de Williams que não entraram na edição final do primeiro longa.

Entretanto, tal ideia foi abandonada pois, conforme divulgado em abril deste ano, Robin Williams determinou, em seu testamento, a restrição do uso e exploração de seu nome, performances em vídeo ou gravações de voz pelos próximos 25 anos.

O ator, que morreu aos 63 anos no ano passado, foi o responsável por tornar o personagem “Gênio” tão marcante não só com sua voz, mas também com a enorme gama de piadas não roteirizadas que ele contribuiu para o filme. As piadas (da versão original, aquela de 1991) eram tantas, e tanto material precisou ser deixado de lado na versão final, que a Disney pretendia lançar um quarto filme da franquia post mortem, ou seja, usando as gravações de Williams que ficaram de fora do filme de 1991 para as falas do Gênio – e lucrando não só com a morte do ator (o último trabalho de Robin Williams!) como também com toda a sensação de nostalgia que permeia as coisas da década de 90. Só que todos esses planos foram por água abaixo após a revelação do testamento de Williams: nele, o ator deixa bem claro que qualquer um de seus materiais “perdidos” – ou seja, tudo aquilo que ele gravou ou escreveu mas que não chegou a ser publicado – deverá ficar guardadinho, sem ser utilizado em nada, por pelo menos 25 anos, e só então as empresas tem permissão de utilizar esse material como bem entenderem (o que foi uma manobra muito boa do ator para impedir que as empresas ganhassem ainda mais dinheiro com sua morte – dinheiro esse que não seria nada repassado para sua família, já que as produtoras já haviam pago por esse material e apenas escolheram não utilizá-lo). Como testamentos tem peso legal (no sentido de lei mesmo), o não cumprimento da cláusula implicaria à Disney multas extremamente pesadas, e por isso o estúdio resolveu por fim aos planos de uma nova animação de Aladdin. 


Ou seja, a dublagem que ele fez do Gênio nos estúdios de gravação da Disney não poderá ser usada em outro filme - pelo menos até 11 de agosto de 2039. O ator fez isso para limitar a responsabilidade fiscal de sua família em cima do lucro póstumo sobre sua imagem e, também, atribuiu seus direitos de publicidade à organização de caridade Windfall Foundation.

De acordo com o The Sunday Times, um ex-executivo da Disney não identificado contou que havia bastante material que os estúdios poderiam usar para uma quarta sequência de Aladdin: "Quando ele estava em forma, o tagarela hiperativo que amamos, Robin estava fazendo 30 piadas por minuto. Agora, porque ele insistiu em uma palavra final sobre tal material, [as piadas] permanecerão nos cofres."

Porém, é provável que a determinação tenha uma brecha, pois algumas dessas improvisações do ator estão presentes em na versão especial do Blu-Ray "diamante" de Aladdin, que foi lançada em outubro.
Testamento de Robin Williams faz Disney cancelar novo filme de Aladdin Testamento de Robin Williams faz Disney cancelar novo filme de Aladdin Reviewed by Luara Moraes Leão on 11.11.15 Rating: 5

Nenhum comentário

Post AD