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Leitura de Cabeceira | Série de Livros 007


Olá leitores do TPJ com a estreia do filme 007 Spectre, eu venho perguntar a vocês: Vocês sabiam que essas histórias do espião inglês mais famoso do mundo são adaptações de livros? Eu mesma não sabia até pouco tempo atrás.

007 foi escrito por Ian Fleming e seus livros se passam em um período contemporâneo, entre maio de 1951 e fevereiro de 1964. Fleming escreveu um total de doze romances e duas coleções de contos, todos escritos em sua propriedade Goldeneye na Jamaica e publicados anualmente. Seus dois últimos livros foram publicados postumamente.

Desde a morte de Fleming, vários autores continuaram a escrever histórias com o personagem. Algumas foram romantizações de filmes da série cinematográfica de Bond, produzidos pela EON Productions, enquanto outros foram romances e contos originais. O primeiro autor foi Kingsley Amis, escrevendo sob o pseudônimo "Robert Markham", que produziu um romance; foi seguido por Christopher Wood que escreveu duas romantizações no final da década de 1970. O escritor John Gardner recebeu um pedido da Ian Fleming Publications, dona dos direitos dos livros, para continuar a série e, entre 1981 e 1996, escreveu quatorze romances e duas romantizações. Depois de se aposentar por motivos de saúde, o autor norte-americano Raymond Benson continuou as histórias e escreveu seis romances, três romantizações e três contos entre 1996 e 2002.

Depois de um hiato de seis anos, Sebastian Faulks recebeu um pedido para escrever um novo romance de Bond, que foi lançado em 28 de maio de 2008, o centenário do nascimento de Fleming. Ele foi seguido por Jeffery Deaver que publicou um novo romance em 2011 e por William Boyd em 2013. Também há uma série spin-offYoung Bond, baseada nas aventuras do personagem enquanto ainda estudava no Eton College, escritos por Charlie Higson.

James Bond

Bond é descrito como um homem alto, moreno, caucasiano, de olhar penetrante, viril, porte atlético e sedutor, com idade estimada entre 33 e 40 anos, apreciador de vodka-martini (Batido. Não mexido) exímio atirador com licença 00 para matar (sétimo agente desta categoria especial, daí seu código 007) e perito em artes marciais, que combatia o mal pelo mundo (muitas vezes representado pela URSS naqueles tempos de Guerra Fria), a serviço do governo de Sua Majestade, com charme, elegância e cercado de belas mulheres, sempre se apresentando com a famosa frase "Meu nome é Bond, James Bond".

Atores eu já encarnaram James Bond



James Bond já foi interpretado por seis atores na série oficial:
  • Sean Connery (1962–1967-1971/1983 cujo filme não faz parte da saga original)
  • George Lazenby (1969)
  • Roger Moore (1973–1985)
  • Timothy Dalton (1987–1989)
  • Pierce Brosnan (1995–2002)
  • Daniel Craig (2006–presente)

Atores que já encarnaram vilões do 007


As mais variadas estrelas do cinema internacional já passaram pela pele dos terríveis inimigos de Bond, do pioneiro Dr. No interpretado por Joseph Wiseman; passando pelo vilão Goldfinger, interpretado por Gert Fröbe; Ernst Stavro Blofeld, o líder da organização criminosa SPECTRE vivido por Donald PleasanceTelly Savallas e Charles Gray em filmes diferentes; Francisco Scaramanga, vivido por Christopher Lee, e Nick Nack, o anão vivido por Hervé Villechaize em The Man with the Golden Gun; o capanga Jaws, interpretado pelo gigante Richard Kiel em The Spy Who Loved Me eMoonraker; o Kamal Khan de Louis Jourdan em Octopussy, o Renard de Robert Carlyle, principal vilão de The World Is Not Enough, até o Le Chiffre de Mads Mikkelsen em Casino Royale e o sinistro Raoul Silva de Javier Bardem em Skyfall.

Obras


Cassino Royale (1953)

James Bond é enviado para jogar contra e falir Le Chiffre, o tesoureiro de um sindicato controlado pela SMERSH, em um jogo de bacará de altas apostas na França. Com a ajuda de Felix Leiter, um agente da CIA, Bond vence o jogo, porém é traído por Vesper Lynd, uma agente dupla. Lynd se apaixona por Bond e, ao invés de traí-lo, comete suicídio.

Live and Let Die (1954)


Bond é enviado para os Estados Unidos para investigar "Mr. Big", um agente da SMERSH e líder vodu que é suspeito de vender moedas de ouro do século XVII para financiar espiões soviéticos nos EUA. O amigo e aliado de Bond na CIA, Felix Leiter, é capturado e jogado para ser comido por tubarões, enquanto que a namorada cartomante de Mr. Big, Solitaire, foge com Bond. Solitaire é capturada, porém Bond a salva e explode o iate de Mr. Big com uma mina.


Moonraker (1955)


Bond se junta a M no clube Blades para impedir que um membro, Sir Hugo Drax, continue a trapaçear no bridge. Bond é subsequentemente destacado para a equipe de Drax no projeto "Moonraker", o primeiro míssil nuclear britânico. Bond descobre que Drax é um antigo nazista que está trabalhando para os soviéticos; ele também descobre que o foguete não é para defesa, porém será usado por Drax para destruir Londres. Bond redireciona o míssil e o manda para o Mar do Norte, matando Drax.


Diamonds Are Forever (1956)


Bond segue um anel de diamantes contrabandeado até os EUA e descobre que a operação e administrada por uma gangue, "The Spangled Mob". Ele destroi um oleoduto ao matar um dos líderes da gangue, Seraffimo Spang, em um acidente de trem. Bond viaja então para Serra Leoa para matar o outro líder, Jack Spang.


From Russia, with Love (1957)

Bond é o alvo da SMERSH para ser morto em uma situação comprometedora no Expresso do Oriente. Ele é atraído até Istambul por uma bela funcionária de decodificação, a Cabo Tatiana Romanova, que afirma estar desertando com um Spektor, uma máquina decodificadora soviética que o MI6 deseja muito. Ao retornar para Londres no trem, Bond encontra o assassino da SMERSH, Red Grant, se passando por um agente britânico. Grant faz Romanova ingerir soníferos e tenta matar Bond, porém falha e é morto. Bond é então quase morto pela Coronel Rosa Klebb, que planejou a operação, antes de conseguir capturá-la.


Dr. No (1958)

O Comandante John Strangways, chefe da Estação J em KingstonJamaica, e sua secretária desaparecem e Bond é enviado para investigar. Ele descobre que os dois estavam investigando as atividades do Dr. Julius No, um recluso teuto-chinês que vive na ilha Crab Key e opera uma mina de guano. Bond suspeita de uma conexão com os desaparecimentos e, com a ajuda de seu antigo amigo Quarrel, visita a ilha. Ele é capturado pelo Dr. No e descobre que o homem está sabotando testes de mísseis norte-americanos em Cabo Canaveral. Bond escapa e mata No.

Goldfinger (1959)

Bond investiga as atividades de Auric Goldfinger, um contrabandista de ouro suspeito de ter conexões com a SMERSH e de financiar suas operações no oeste. Bond é capturado por Goldfinger e forçado a trabalhar na supervisão da "Operação Grand Slam", um plano para roubar as reservas de ouro norte-amerianas em Fort Knox. Bond consegue alertar as autoridades através de seu amigo, Felix Leiter, e o plano é frustrado.

For Your Eyes Only (1960)

For Your Eyes Only contém cinco contos:
"From a View to a Kill": Bond investiga o assassinato de um motociclista e o roubo de seus documentos ultra secretos.
"For Your Eyes Only": Bon vinga o assassinato dos amigos pessoais de M.
"Quantum of Solace": Bond ouve a história de um casamento fracassado com uma virada emocional.
"Risico": Bond investiga uma operação de tráfico de drogas administrada pelos russos.
"The Hildebrand Rarity": Bond procura um peixe raro para ajudar um milionário que é subsequentemente assassinado. 


Thunderball (1961)

Uma organização terrorista internacional, a SPECTRE, sequestrou um avião da OTAN com duas bombas nucleares, que estão sendo usadas para chantagear o mundo ocidental. Bond é enviado até as Bahamas, unindo forças com Felix Leiter. Bond conhece "Dominó" Vitali, irmã do piloto do avião sequestrado, que também é a amante do rico caçador de tesouros Emilio Largo. Bond e Leiter suspeitam de Largo e, usando um submarino nuclear, rastreiam as bombas: enquanto a tripulação do submarino luta contra a equipe de Largo, Bond enfrenta Largo e é subjulgado, porém antes de Largo conseguir matar Bond, ele é morto por Dominó.

The Spy Who Loved Me (1962)

Uma jovem mulher está sozinha, trabalhando em um motel quando dois homens, contratados pelo dono, chegam para incendiar o lugar. Eles estão prestes a estuprar a mulher quando Bond chega e os impede. Mais tarde naquela noite, Bond é atacado, porém mata os dois capangas.

On Her Majesty's Secret Service (1963)

Bond continua a procurar Ernst Stavro Blofeld. Através de um contato no College of Arms, Bond encontra Blofeld na Suíça com sua co-conspiradora, Irma Bunt. Depois de se encontrar com ele e descobrir seus planos, Bond ataca sua base, mas Blofeld escapa na confusão. Bond conhece e se apaixona pela Condessa Teresa "Tracy" di Vicenzodurante a história, e os dois se casam, porém Blofeld mata sua nova esposa horas após a cerimônia.

You Only Live Twice (1964)

Depois do assassinato de sua esposa, Bond passa a não se importar com sua vida. M lhe dá uma última chance de redenção: persuadir os japoneses a compartilhar as transmissões de rádio soviéticas que eles interceptaram. Os japoneses concordam, apenas se Bond matar o Dr. Guntram Shatterhand, que opera o "Jardim da Morte" em um antigo castelo. Bond reconhece Shatterhand e suas esposa como Blofeld e Bunt, se infiltrando no castelo. Ele mata Blofeld e escapa, apesar de ser ferido na explosão do castelo; seu ferimento o faz ter amnésia, e ele passa a viver como um pescador até viajar para a União Soviética tentando descobrir seu passado.

The Man with the Golden Gun (1965)

Bond volta para Londres depois de passar por uma lavagem cerebral realizada pelos soviéticos para matar M: a tentativa falha. Para que ele prove sua lealdade, M envia Bond até a Jamaica para uma missão aparentemente impossível: matar Francisco Scaramanga, um assassino cubano que já matou vários agentes britânicos. Bond descobre um plano ainda maior para desestabilizar a região usando a ajuda da KGB. Ele mata gângsters norte-americanos e o representante da KGB, também completando sua missão de matar Scaramanga

Octopussy and The Living Daylights (1966)


A primeira edição continha dois contos: "Octopussy" e "The Living Daylights"; edições subsequentes também colocavam "The Property of a Lady" e "007 in New York".[25]
"Octopussy": Bond persegue um herói de guerra que matou seu amigo e roubou ouro nazista.
"The Living Daylights": Bond é enviado em uma missão como atirador de elite, porém quando vê que o outro atirador é uma linda mulher, ele atira na arma ao invés de matá-la.
"The Property of a Lady": Bond visita a Sotheby's para identificar um agente da KGB.
"007 in New York": Bond avisa uma funcionária do MI6 que seu novo namorado é um agente da KGB. 


Após a morte de Fleming em 1964, a Glidrose Productions (atual Ian Fleming Publications), editores dos romances de Bond, pediram para o autor James Leasor escrever um romance com o personagem, mas ele disse não. A Glidrose então pediu para Kingsley Amis, que, com o pseudônimo "Robert Markham", escreveu Colonel Sun, publicado em 28 de março de 1968.

Em 1977, o filme The Spy Who Loved Me da EON Productions foi lançado e, por diferenças radicais entre o filme a o romance original, a Glidrose autorizou uma romantização, James Bond, The Spy Who Loved Me. O filme Moonraker de 1979 também foi produzido na forma de romance, como James Bond and Moonraker; ambos foram escritos pelo roteirista Christopher Wood.

Na década de 1980, a série de Bond recebeu novos romances escritos por John Gardner, que inicialmente quase recusou a oportunidade. Entre 1981 e 1996, Gardner escreveu um total de dezesseis livros de Bond; dois deles – Licence to Kill e GoldenEye – eram romantizações dos filmes homônimos produzidos pela EON Productions. O autor afirmou que desejava "trazer o Sr. Bond para os anos 1980", embora ele manteve as idades dos personagens como eram quando Fleming morreu. Apesar de ter mantido as idades, Gardner colocou cabelos grisalhos no personagem para indicar a passagem de tempo. Em 1996, Gardner se aposentou dos livros de Bond por problemas de saúde. James Harker, escrevendo para o The Guardian, considerou que os livros de Gardner eram "prejudicados por bobagens", citando como exemplo Scorpius, onde muita da ação se passa na pequena cidade de Chippenham, e Win, Lose or Die, onde "Bond fica amiguinho de uma pouco convincente Margaret Thatcher".

Em 1996, o norte-americano Raymond Benson se tornou o autor dos romances de Bond. Benson havia anteriormente escrito The James Bond Bedside Companion, publicado pela primeira vez em 1984. Quando ele deixou a série em 2002 para trabalhar em outros projetos não relacionados a Bond, Benson havia escrito seis romances, três romantizações e três contos. Benson manteve o padrão de Gardner de colocar Bond em um período contemporâneo, agora a década de 1990, e de acordo com o acadêmico Jeremy Black, também tinha um estilo mais parecido com o de Fleming do que seu predecessor. Benson também fez Bond voltar a usar uma Walther PPK, lhe deu um Jaguar XK8 e o fez xingar mais, que levou Black a salientar um aumento no nível de crueza que não existia nas obras de Fleming e Gardner. Mesmo assim, comentando para o The Australian, Peter Janson Smith, antigo agente literário de Fleming, percebeu que Benson "tem o toque de Fleming ... é o mais próximo de Fleming que eu já vi". O Peterborough Evening Telegraph concordou, afirmando que o 007 de Benson, ao manter-se próximo do de Fleming, "é mais implacável [e] com hábitos ruins". Sunday Mercury em 1999 escreveu, "Benson deixou Bond menos chamativo, concentrando-se na ação ao invés dos aparelhos. O resultado é uma leitura fácil o bastante para qualquer fã de Bond que gosta de armas (Walthers, é claro) e lindas mulheres".

Depois que Benson deixou a série, a Glidrose pediu duas vezes para Lee Child escrever um romance de James Bond, porém ele recusou as ofertas. A Ian Fleming Publications então pediu para Sebastian Faulks escrever um romance, que foi lançado em 28 de maio de 2008, centenário do nascimento de Fleming. O livro – intitulado Devil May Care – foi publicado no Reino Unido pela Penguin Books e nos EUA pela Doubleday. Faulks ignorou a cronologia estabelecida por Gardner e Benson, usando apenas a de Fleming e Amis, colocando seu romance na década de 1960; ele também conseguiu usar vários elementos culturais da década no livro. Faulks permaneceu fiel ao personagem original de Bond e sua história, criando um "herói ao estilo Fleming" que dirigia um Bentley 1967 T-series cinza.
Depois de Faulks, o autor Jeffery Deaver recebeu um pedido da Ian Fleming Publications para produzir Carte Blanche, que foi publicado em 26 de maio de 2011. O livro atualizou Bond para uma agência pós-11 de setembro, independente do MI5 e MI6. Em 11 de abril de 2012, o patrimônio de Fleming anunciou que William Boyd escreveria o próximo romance de Bond, chamado de Solo, sendo lançamento em 26 de setembro de 2013; o romance foi publicado pela Jonathan Cape no Reino Unido e pela Harper Collins nos EUA e CanadáSolo se passa novamente na década de 1960.

Curiosidades


Ian Fleming tirou o nome 'James Bond' do autor de um livro predileto de sua esposa sobre ornitologiaBirds of the West Indies,

O livro From Russia With Love foi publicado pela primeira vez no Brasil em 1965, mas tratava-se de uma segunda edição já que a mesma história fora publicada em 1963 com o título Espionagem. É no capítulo 28 desse livro que o autor Ian Fleming narra a morte de seu mais famoso personagem, fato que nunca aconteceu no cinema. Segundo o livro, James Bond teria sido assassinado no quarto 204 do Ritz Hotel em Paris e sua algoz, embora tenha sido capturada por ele próprio, foi Rosa Klebb, que desferiu-lhe um golpe com sua botina armada de uma pequena lâmina envenenada na ponta. Outros personagens do livro foram, dessa mesma forma, por ela fulminantemente assassinados; mas apesar da alta potência e rápida ação do veneno utilizado, soube-se somente no livro seguinte (007 Contra o Satânico Dr. No), publicado um ano depois, que James Bond sobrevivera.

A explicação para os vinte e dois filmes ditos oficiais de James Bond apesar de Ian Fleming ter escrito apenas doze aventuras completas é que após sua morte em 1964, e na falta da novas histórias, roteiristas escreveram filmes inteiros baseados em pequenos contos de sua autoria, em pequenas citações e anotações de personagens e aventuras, e em novelas inacabadas, como The Man with the Golden Gun, ou mesmo criando novas aventuras completas, todas com os personagens originais de Fleming e mantendo o mesmo estilo aventureiro criado por seu autor original, apenas adaptando-o para o mundo moderno, como é o caso do britânico Raymond Benson, responsável pelas últimas histórias do agente secreto levadas às telas e considerado o melhor tradutor do estilo de Fleming.

Quatro contos originais de Ian Fleming não foram transformados em filmes: Risico, The Hildebrand Rarity, 007 in New York e The Property of a Lady, sendo que o último foi mencionado no filme Octopussy.

Ian Fleming, Sean Connery, Roger Moore e Pierce Brosnan foram todos agraciados com o título de Sir pela Rainha Elizabeth II, uma grande fã dos livros e filmes do agente 007.

O estilo refinado, o gosto pelo jogo, a incapacidade de resistir a belas mulheres, a astúcia e a inteligência de James Bond foram inspiradas num personagem da vida real, Dusko Popov, um iugoslavo que atuou como agente duplo durante a Segunda Guerra Mundial.

O pai de James Bond era escocês e a mãe suíça e ambos morreram num acidente quando Bond, que era filho único, tinha apenas onze anos. Bond perdeu sua virgindade em Paris, aos dezesseis anos de idade.

Algumas características de James Bond, como o gosto por vodka martini batida, não mexida; por carros, aviões e velocidade foram baseadas no príncipe alemão-neerlandês Bernardo dos Países Baixos, com quem o autor Ian Fleming conviveu durante a guerra.

Uma das inspirações de Ian Fleming para o Casino Royale foi um casino de Cascais.

-  Ao longo dos 23 filmes oficiais já produzidos, James Bond já matou nada 362 inimigos, 120 por arma de fogo, 84 por explosão, 71 utilizando um veículo e 25 usando como arma a gravidade.

Os romances de Bond estão entre os livros de ficção mais vendidos da história, com mais de cem milhões de cópias vendidas por todo o mundo. 

Em 1958, a CBS pediu para Fleming escrever episódios para uma série de televisão baseada no personagem de James Bond. Esse acordo ocorreu depois do sucesso da adaptação de 1954 de Cassino Royale como um episódio da série de televisão Climax!. Fleming concordou, e começou a escrever histórias para a série; entretanto, a CBS mais tarde abandonou essa ideia. Em janeiro e fevereiro de 1959, Fleming adaptou quatro enredos da série em contos e adicionou um quinto que ele havia escrito no ano anterior. As histórias originalmente receberam o título de The Rough with the Smooth, mas isso foi alterado para For Your Eyes Only para publicação, que incluia o subtítulo Five Secret Occasions in the Life of James Bond. Após sua morte, uma segunda coleção com dois contos foi lançada, Octopussy and The Living Daylights. Quando a edição em brochura do livro foi publicada, "The Property of a Lady" também foi incluido e, em 2002, "007 in New York" foi adicionado pela editora Penguin Books.

Autor


Ian Fleming





Ian Lancaster Fleming (Londres28 de maio de 1908 – Cantuária12 de agosto de 1964) foi um escritor, jornalista e agente de inteligência britânico, mais conhecido por criar a série de romances de espionagem James Bond. Ele nasceu em uma família rica conectada com um banco mercante enquanto seu pai foi um membro do parlamento de 1910 até sua morte em 1917 na Frente Ocidental da Primeira Guerra Mundial. Fleming estudou em Eton e Sandhurst e brevemente nas universidades de Munique e Genebra, passando por vários trabalhos antes de começar a escrever.

Ele trabalhou na Divisão de Inteligência Naval britânica durante a Segunda Guerra Mundial, participando do planejamento da Operação Goldeneye e na supervisão de duas unidades de inteligência: a 30 Assault Unit e a T-Force. Seu serviço na guerra junto com sua carreira como jornalista lhe deram grande parte do pano de fundo, detalhes e profundidade das histórias de James Bond.
Fleming escreveu em 1952 seu primeiro romance de BondCasino Royale. Ele foi um grande sucesso, com três edições sendo encomendadas para atender a enorme demanda. Seguiram-se sete romances e duas coleções de contos entre 1953 e 1966. As histórias giravam em torno de James Bond, um agente do Serviço Secreto de Inteligência, comumente conhecido como MI6. Bond também é conhecido por seu codenome 007, sendo um comandante da Reserva Naval. Fleming também escreveu o livro infantil Chitty-Chitty-Bang-Bang e duas obras de não-ficção.
Ele se casou com Ann Geraldine Charteris, que se divorciou de Esmond Harmsworth, 2.º Visconde Rothermere, por causa de seu caso com o escritor. Fleming e Charteris tiveram um filho, Caspar. Fleming bebeu e fumou muito durante a maior parte de sua vida e acabou morrendo em 1964 aos 56 anos por problemas cardíacos. Dois de seus livros de Bond foram publicados postumamente. 

Escrita

Fleming comentou seu trabalho, "suspenses podem não ser literatura com L maiúsculo, mas é possível escrever aquilo que melhor descrevo como 'suspenses projetados para serem lidos como literatura'". Ele afirmou que Raymond ChandlerDashiell HammettEric Ambler e Graham Greene foram influências. William Cook do New Statesmanconsiderou que James Bond era "a culminação de uma tradição importante, mas muito criticada da literatura inglesa." Enquanto jovem, Fleming devorou os contos de Bulldog Drummond, escritos pelo Tenente Coronel H. C. McNeile, e as histórias de Richard Hannay, escritas por John Buchan. Seu toque de gênio foi remontar essas aventuras antiquadas para se adequarem ao Reino Unido pós-guerra ... Em Bond, ele criou o Bulldog Drummond da era do jato". Umberto Eco considerou que Mickey Spillane foi outra grande influência.
Em maio de 1963, Fleming escreveu um artigo para a revista Books and Bookmen em que descrevia sua abordagem para escrever os livros de Bond: "Eu escrevo por três horas pela manhã ... e trabalho mais uma hora entre às seis e sete da tarde. Eu nunca corrijo algo e nunca olho para ver o que escrevi ... Seguindo minha fórmula, você escreve 2 000 palavras por dia". Benson identificou aquilo que descreveu como "Varredura Fleming": o uso de "ganchos" ao final dos capítulos para aumentar a tensão e empurrar o leitor para o próximo. Os ganchos se combinam com aquilo que Anthony Burgess chama de "um elevado estilo jornalístico" para produzir "uma velocidade narrativa" que faz o leitor passar rapidamente pelos vários pontos da história.
Eco também percebeu que os vilões de Bond costumam vir da Europa Central ou de países eslavos e mediterrâneos, sendo miscigenados e com "origens complexas e obscuras". Eco descobriu que os vilões são geralmente assexuados ou homossexuais, inventivos, astutos, organizados e ricos. Jeremy Black também percebeu o mesmo aspecto: "Fleming não usou inimigos de classe como seus vilões, ao invés disso apoiou-se em deformações físicas ou identidades étnicas ... Ademais, vilões estrangeiros usam servos e empregados estrangeiros ... Esse racismo reflete não apenas um tema de entre guerras na escrita, como os romances de Buchan, mas também a cultura literária generalizada". A escritora Louise Welsh acha que o romance Live and Let Die "cutuca a paranoia que alguns setores da sociedade branca estavam sentindo" enquanto os movimentos dos direitos civis desafiavam o preconceito e a desigualdade.
Fleming usou marcas famosas e detalhes do dia-a-dia para apoiar seu realismo. Kingsley Amis chama isso de "o efeito Fleming", descrevendo-o como "o uso imaginativo de informação, dessa forma a penetrante natureza fantástica do mundo de Bond ... [é] diminuída até uma realidade, ou pelo menos contra-equilibrada".

Leitura de Cabeceira | Série de Livros 007 Leitura de Cabeceira | Série de Livros 007 Reviewed by Luara Moraes Leão on 4.11.15 Rating: 5

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