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Editorial | O estranho mundo de Tim Burton


Timothy William Burton nasceu na Califórnia. É o primogênito do casal Bill Burton e Jean Erickson. Sua grande marca são seus filmes de cunho fantástico e gosto pelo mistério e terror adquiridos desde pequeno quando lia os contos do escritor norte-americano Edgar Allan Poe. Sendo recluso e obcecado por livros de terror um resultado disso foi fingir o assassinato do irmão para assustar os vizinhos quando criança os levando a chamar a polícia, ele repetiu a brincadeira mais vezes e conseguiu resultados semelhantes.

Sua paixão pelo desenho que o levou a conseguir uma bolsa da Disney para estudar no Instituto das Artes da Califórnia em Valencia, na Califórnia, onde estudou animação por três anos, experiência que lhe rendeu seu primeiro trabalho, o curta-metragem "Vicent" (1982), uma produção inspirada no ator Vincent Price. Você já se perguntou por que os filmes de Burton têm aquele visual característico, ou por que certos elementos visuais – como listras ou espirais – sempre se repetem? Isso é porque Burton começou sua carreira como ilustrador, não como diretor. Ele morava em Burbank, perto dos estúdios da Disney, e seu primeiro emprego acabou sendo lá mesmo – onde trabalhou na animação de filmes como "O Cão e a Raposa" e no departamento de criação do macabro "O Caldeirão Mágico". 

Frequentemente, seus filmes acompanham os atores Johnny Depp que nas palavras do diretor, Depp foi escolhido porque "golpeia como uma mulher, arremessa como uma mulher e atua como um garoto de 13 anos", e Helena Bonham Carter, com quem mantinha um relacionamento sério desde 2001 até 2014 e tem dois filhos, você pode estar cansado de ver ambos em 9 entre 10 filmes de Burton, mas há muito mais onde o olho não vê. Nada menos que 15 trilhas, entre os 17 longas-metragens que o cineasta já dirigiu, são assinadas por Danny Elfman.

Tim já escreveu um livro de poemas que narram histórias trágicas com crianças que não conseguem se adaptar ao mundo. Ele escreveu essa obra durante uma crise de insatisfação com o cinema, pouco depois de abortar o projeto de um novo Superman (com Nicolas Cage no papel) – isso porque ele considerava o herói vazio e sem conflito Uma de suas características é seu cuidado com a arte de seus filmes "Alice no País das Maravilhas" foi um divisor de águas na carreira de Tim Burton, porque representou a transição mais radical do artesanal para o digital. O motivo é que suas produções estavam ficando caras demais – "Batman" e "A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça", por exemplo, exigiram construções gigantescas em estúdio, incluindo réplicas de ruas inteiras, prédios, casarões e áreas externas, só para que o diretor pudesse controlar a luz da melhor forma possível. Em "O Planeta dos Macacos", Burton recusou o uso de CGI e encareceu significativamente a produção cobrindo seus atores com horas de maquiagem antes de cada diária. Já em "Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas", ele mandou plantarem todas as flores da cena em que Edward (Ewan McGregor) se declara para Sandra (Alison Lohman), isso só para citar alguns exemplos. Segundo ele, o trabalho do maquiador ou do escultor pode ser "sentido" no filme, pois haveria uma "força criativa" empregada em cada objeto, boneco ou construção. É por isso que ele se dá tão bem com o stop-motion e investiu na técnica quando Hollywood a considerava ultrapassada e cara.

O estranho mundo de Tim Burton
Editorial | O estranho mundo de Tim Burton Editorial | O estranho mundo de Tim Burton Reviewed by Laís Bitti Piai on 23.11.15 Rating: 5

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