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Zombie Planet | Revivendo o Passsado (Temporada II/Capítulo I)



T II - C I
Revivendo o Passado

Mais uma sexta feira comum para Isabel que desperta de seu sono. Ela não ouve barulho do lado de fora de seu quarto e logo imagina estar sozinha em casa. Esticando o braço ela apalpa a cabeceira da cama até encontrar seu celular, assustando ao ver que passava do meio dia.

Verificando suas mensagens, a jovem lê um recado de uma amiga dizendo que foi atacada por um homem na noite anterior, que acabou mordendo seu braço. Por sorte ela havia conseguido escapar e correr para um posto policial próximo dali. Ela relatou ainda que os policiais encontraram o agressor vagando pela rua, como se estivesse em transe e concluíram que o homem estava sobre efeitos de drogas. Muito violento, o sujeito reagiu e teve voz de prisão decretada, mas mesmo assim não se intimidou, sendo necessário que os policiais amordaçassem o indivíduo para ele não atacar mais ninguém.

A amiga de Isabel reconheceu seu agressor e o mesmo foi encaminhado para a delegacia, enquanto ela a um hospital próximo para cuidar do ferimento. Preocupada, Isabel resolveu ligar para a moça, que atendeu no primeiro toque.

- Oi amiga, eu vi sua mensagem agora. Como você está? – perguntou Isabel preocupada.

- Estou em casa já – respondeu a amiga com a voz fraca – desinfetaram a mordida e recebi alguns pontos.

- E por que está com essa voz? – perguntou Isabel novamente.

- Estou com febre e dor de cabeça – explicou a garota – estou pensando em voltar ao médico.

- Faça isso – orientou Isabel – você tem alguém para ir com você?

- Não, mas o hospital é aqui próximo – respondeu sua amiga.

- Eu vou com você, relaxa! – Isabel se ofereceu – só preciso tomar um banho, comer algo e saio de casa.

Isabel levanta rapidamente e abre a janela de seu quarto, observando a tranquilidade do lado de fora. Ela morava em um bairro tranquilo próximo ao centro de sua cidade. O dia estava ensolarado, mas com uma brisa agradável. De seu quarto ela podia observar os prédios no centro da cidade e percebeu uma movimentação estranha de helicópteros, três no total, sobrevoando uma área a oeste do centro. Isabel resolveu não dar muita atenção voltando e arrumando sua cama, abrindo seu guarda roupa e procurando um modelito adequado para ir ao hospital com sua amiga.

A jovem seguiu em direção ao banheiro, onde tomou seu banho, escovou os dentes e trocou de roupas. Saindo do banheiro ainda secando os cabelos com a toalha, ela passou pela sala em direção a cozinha sem notar que a porta que dava para a rua estava aberta.

Enquanto preparava algo para comer alguém entrava lentamente pela porta da sala. Isabel estava distraída tomando um gole de suco e não percebe a aproximação da pessoa que entra pela cozinha. Ao virar-se a jovem assusta-se, deixando o copo cair no chão espalhando vidro pela cozinha.

- Que susto vô! – reclama Isabel enquanto se abaixa para começar a recolher os cacos de vidro do chão.

- Desculpa Isa, pensei que tinha me visto quando passou pela sala – dizia o senhor também se abaixando para ajudar a neta.

- Não reparei, pensei que estava sozinha em casa – justificou.

Os dois recolheram juntos os restos do copo em silêncio. Na noite anterior Isabel e seu avô haviam discutido devido à falta de interesse da moça nos estudos e na procura de emprego. Desde que se formou Isabel vivia jogada pelos cantos da casa de bobeira e pouco ajudava também nas tarefas do lar. Gostava de sair com os amigos e explorava seu avô para conseguir dinheiro, o que irritava seu irmão Isaac, fazendo com que os dois vivessem discutindo.

A avó dos irmãos estava internada a pouco mais de duas semanas e a jovem ainda não havia ido visitá-la, o que deixava seu avô e Isaac muito chateados.

- Vou ao médico com uma amiga e vou aproveitar para ver a vovó – disparou Isabel, surpreendo seu avô.

- Mas o horário de visita não é agora – respondeu calmamente.

- Se eu não visito vocês reclamam, se eu visito reclamam também – esbravejou.

- Não foi isso que quis dizer minha filha – disse o avô tentando justificar-se e continuou – só estou... – foi interrompido por Isabel.

- Eu aguardo o horário, não tem problema – respondeu a jovem dando de costas. Isabel entrou em seu quarto para terminar de se ajeitar e logo voltou para sala despedindo-se de seu avô.

O senhor tentou ainda orientar sua neta a tomar certas precauções, pois as notícias de ataques estranhos na cidade estavam aumentando a cada dia. Os boatos de canibalismo iniciaram no litoral, após um navio atracar no porto. Os tripulantes deste navio estavam doentes e agiam de forma estranha, atacando todos que se aproximavam. Outras pessoas que não demonstravam os sintomas estavam em estado de choque e não diziam coisas que condiziam com a realidade.

Muitos destes “zumbis” foram mortos no próprio navio e outros capturados e encaminhados para estudo. Boatos surgiram na internet que uma epidemia desconhecida estava se alastrando, porém a mídia e o governo sempre desmentiam para tranquilizar a população.

Aquela tarde de sexta-feira estava quente, o clima que Isabel mais gostava para sair e exibir suas roupas e curvas. A jovem adorava chamar a atenção por onde passava e sempre arrancava elogios dos homens.

Geralmente ela cortava caminho por um beco que sairia direto na casa de sua amiga, ao invés de dar a volta no quarteirão. À noite o local era perigoso, mas durante o dia não apresentava grandes perigos em passar pelo local. Ao virar a esquina na viela ela logo observou um homem deitado um pouco à frente, assustando-se de princípio, entretanto decidiu continuar o caminho.

O sujeito estava imóvel e com o corpo voltado para a parede do muro que dividia o beco da casa vizinha. Ao passar pelo homem, Isabel percebeu uma mancha de sangue, o que a assustou fazendo caminhar mais rápido. Um pouco mais a frente, a jovem sentiu que estava sendo seguida e olhou para trás percebendo que o homem estava em pé, caminhando lentamente em sua direção de cabeça baixa. Suas roupas estavam sujas de sangue e Isabel pôde notar que havia um grave ferimento em sua barriga.

Assustada ela correu para sair do beco e ao mesmo tempo procurava seu celular na bolsa para ligar a emergência. Ao falar com a atendente, ela passou o endereço, mas com medo não ficou para aguardar e nem tentou socorrer o homem ferido.

No final da rua era a casa de sua amiga e Isabel foi logo entrando pensando que o estranho podia vê-la no local e persegui-la. Passando pelo quintal da amiga ela percebeu que a porta estava aberta, o que achou estranho. Ao entrar Isabel chamou por sua amiga, mas não obteve resposta. Caminhando pela casa, ela não percebe a sombra de sua amiga caminhando atrás dela.

Isabel abre a porta do quarto, pensando que estaria deitada, mas estava enganada. Ao virar-se acaba se deparando com sua amiga. A moça esta pálida e com o rosto molhado, como se tivesse acabado de sair do banho. O suor escorria e a jovem não conseguia falar devido à febre. Isabel age rápido e coloca a amiga deitada na cama enquanto liga para um táxi vir buscá-las e levar ao hospital.

Ao chegar no hospital os médicos reagiram como se já soubessem do que se tratava e foram logo encaminhando a amiga de Isabel para uma determinada área. Isabel foi impedida de acompanhá-la então decidiu visitar sua avó que estava internada no mesmo hospital. Chegando ao quarto a alegria da doce idosa foi visível, pois não esperava que a neta fosse visitá-la.

- Que surpresa minha filha – disse a senhora com um sorriso no rosto.

- Vim trazer uma amiga e aproveitei para passar aqui – respondeu Isabel sem muita emoção.

As duas ficaram conversando por algum tempo, quando um grito ecoou do corredor. Ao virar-se em direção a porta Isabel observou que uma enfermeira havia passado correndo. Curiosa a jovem foi até o local e viu sua amiga mordendo o braço de um homem que estava no corredor. O indivíduo conseguiu soltar-se da jovem e correu chamando pelo segurança do hospital.

Muito assustada com a cena, Isabel chamou pelo nome de sua amiga sem entender o que estava acontecendo. A moça notando a presença de Isabel começou a caminhar em sua direção. A pele dela estava pálida e seus olhos esbranquiçados, os cabelos ainda molhados pelo suor e o sangue de sua vitima escorrendo pela boca.

Entendo que sua amiga não estava em seu juízo perfeito, Isabel voltou para o quarto onde sua avó estava e agachou-se ao lado da maca para se esconder. Poucos segundos depois a porta abriu lentamente.

- Isabel o que está acontecendo? – perguntou à senhora, sem obter resposta de sua neta – essa não é aquela sua amiga? O que ela tem? – questionava em vão.

Isabel permaneceu abaixada na cama, enquanto via sua amiga caminhar em direção a sua avó. A moça atacou a senhora como se fosse uma fera, mordendo a mulher no rosto. Ela pedia socorro a Isabel e tentava se defender da jovem que a atacava, mas a força que a moça tinha era grande e pouco tinha efeito os empurrões da avó.

Aterrorizada Isabel engatinhou em volta da maca lentamente para não ser notada, levantou-se e correu para fora do quarto, fechando a porta enquanto ouvia os gritos de sua avó. Os seguranças logo chegaram e tiraram Isabel de lá sem ajudar a senhora que estava sendo atacada dentro do quarto.

Todas as pessoas foram isoladas no hall de entrada do hospital e podiam perceber movimentação ao lado de fora, mas não podiam sair. As portas que davam acesso aos outros domínios do hospital estavam trancadas impedindo que qualquer pessoa pudesse sair ou entrar do local. Demorou um pouco até que alguns homens entrassem no hospital vestindo uma roupa esquisita. Eles começaram a examinar um a um e conforme inspecionavam liberavam as pessoas para saírem. Por sorte, Isabel foi uma das primeiras pessoas a serem examinadas. Eles fizeram algumas perguntas e apontaram alguns testes, informando que estava tudo bem e ela podia ir para casa.

Ao sair um dos pacientes que estava sendo examinado teve uma forte crise de tosse, cuspindo sangue. As pessoas do local se desesperaram ao ver a cena e tentaram fugir. O guarda que estava na porta de saída empurrou Isabel para fora e fechou novamente, trancando e impedindo que qualquer um pudesse sair dali. Outros infectologistas que estavam no local imediatamente bloquearam a porta com uma faixa, onde nela estava escrito quarentena.

O local já estava repleto de curiosos que não estavam entendo o motivo do hospital estar interditado e os primeiros familiares dos pacientes começavam a chegar e se aglomerar exigindo explicações. Não demorou muito para o celular de Isabel tocar, era seu avô.

- Alô! – atendeu Isabel ainda tremula com a situação.

- Onde você está minha neta? – questiona o avô preocupado – o hospital esta no noticiário. Estão dizendo que estão de quarentena.

- Sim vô – respondeu – estou a caminho de casa, chegando aí explico melhor – justificou desligando o telefone, sem dar tempo de o senhor responder.

Assim que chegou a casa, Isabel foi logo abordada por seu avô que se mostrava muito apreensivo com o que estava acontecendo. Isaac, seu irmão mais velho também já havia chegado e demonstrava impaciência querendo saber de todos os detalhes do incidente no hospital.

O noticiário na TV afirmava que a estranha epidemia havia tomado conta do prédio e os governantes de saúde local revolveram deixar o hospital em quarentena até que mais informações fossem passadas, mas ao mesmo tempo tranquilizavam a população alegando que eram medidas comuns para garantir o bem estar de todos e que em breve liberariam o prédio novamente.

Isabel permanecia anestesiada depois dos momentos que viveu e o terror de ver sua avó sendo atacada pela própria amiga em um determinado estado de transe. Isaac a chocalhou para que ela voltasse ao normal e pudesse explicar o que havia ocorrido.

- Vamos garota! Reage... – dizia Isaac sacudindo a irmã.

- Ok! Estou bem – respondeu Isabel. Caminhando até o sofá e sentando-se ela começou a explicar o que havia ocorrido dentro do hospital – quando cheguei os médicos pareciam já saber o que estava acontecendo com a Suzi e a levaram para um local restrito, mas próximo dos quartos. Aproveitei que estava por ali e fui ver a vovó, onde ficamos conversando por bastante tempo... – Isabel interrompeu a fala, lembrando o que aconteceu na sequência.

- A vovó está bem Isabel? – perguntou Isaac apreensivo.

Isabel olhou com tristeza para o irmão e continuou seu relato.

- Eu sai do quarto para ir ao banheiro – Isabel começa a distorcer a história – e ouvi alguns gritos e certa correria do lado de fora. Fiquei preocupada e corri para o quarto novamente e havia um louco atacando a vovó, mordendo-a como um canibal – Isabel mentia – eu tentei defendê-la, mas um segurança me tirou do local enquanto outros agiam.

Neste momento o avô dos irmãos não conseguia manter as lágrimas, pois imaginava que sua esposa havia sido morta de maneira brutal. Isaac estava espantado com o relato da irmã e não acreditava que sua avó podia estar morta.

- Mas depois você não conseguiu mais informações? – Isaac questionava.

- Não. Fui levada para o hall com outras pessoas e todos ficaram trancados lá – justificou – caminhando pelos corredores do hospital, vi outras pessoas desorientadas igual ao homem que atacou a vovó – fantasiava novamente para encobrir a mentira – e o segurança sempre desviava o caminho quando os encontravam.

- E depois? – Isaac questionava querendo saber todos os detalhes.

- Ficamos neste local e alguns questionavam, mas não obtinham resposta. Depois de algum tempo alguns homens com roupas estranhas entraram e começaram a examinar todos – explicavam de fato o que havia acontecido – fui uma das primeiras e quando estava saindo uma das pessoas estava infectada com algo e eles bloquearam a saída.

- Pelo menos você está a salvo minha neta – dizia o senhor chorando enquanto se aproximava de Isabel.

A jovem sentiu-se mal em ter mentido sobre a real morte de sua avó, mas não teve coragem de dizer que armou para que a senhora fosse atacada para salvar-se. Ela tinha consciência que nunca a perdoariam, por isso teria que levar esse segredo para o túmulo.


- Você é a culpada de tudo isso Isabel! – acusava Isaac com raiva. ~

~ Dois dias se passaram desde o incidente no hospital. As coisas pioraram na cidade e agora há militares ditando toque de recolher... ~

~ ... os três decidiram seguir para um acampamento de refugiados organizado pelo exército local... ~

~ ... Sara e Alysson estavam na janela quando observaram eles se aproximando... ~




https://twitter.com/Mikeupcd


Revisão
Carolina Soares
Luara Moraes Leão

Zombie Planet | Revivendo o Passsado (Temporada II/Capítulo I) Zombie Planet | Revivendo o Passsado (Temporada II/Capítulo I) Reviewed by MK Friend on 6.10.15 Rating: 5

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