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Leitura de Cabeceira | O Pequeno Príncipe

 
Olé leitores do TPJ, hoje o 'Leitura de Cabeceira' venho trazer uma das obras mais lindas e conceituadas que existe, 'O Pequeno Príncipe', uns tratam como apenas mais um livro infantil e outros levam consigo para nunca se esquecerem do seu 'eu' interior. Venha com o TPJ descobrir curiosidades, a história do autor e para quem ainda não leu tomar iniciativa para ler essa belíssima obra, mas tem que ser antes de ver a animação que vai ser inspirada no livro estrear nos cinemas kkkkk.
 
Le Petit Prince também conhecido como O Principezinho (em Portugal) ou O Pequeno Príncipe (no Brasil) é uma obra do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, publicada em 1943 nos Estados Unidos. Numa primeira leitura, aparenta ser um livro para crianças, mas possui um grande teor poético e filosófico. O autor do livro foi também autor das ilustrações originais.
 
A história começa quando o personagem principal fala sobre um desenho que ele fez quando tinha 6 anos de idade e que tratava de uma jiboia que engoliu um elefante, mas todos os adultos acharam que o garoto havia desenhado um chapéu. O personagem principal renunciou ao 6 anos de idade a carreira de ser pintor, e se tornou piloto. E voando, teve uma pane no seu avião no "Deserto do Saara". Tentando consertar seu avião, adormece... E é acordado por um menino que o autor define que tem "cabelos de ouro" e que lhe pede para desenhar um carneiro.
 
Conforme a história passa o personagem descobre que o menino vive no asteroide B 612, e que só tem uma rosa que fala com ele, e que tem três vulcões (um deles está extinto), e que o principezinho assiste quarenta e três pôr-do-sol para se divertir ou quando está triste.
 
O autor conta um pouco da história dele, a história de como o principezinho havia chegado ao Deserto do Saara, fala de como são as crianças e de como são as pessoas grandes; e envolve o leitor em mais um mistério no capítulo XXVII: que fala que o carneiro que desenhou para o principezinho poderia comer a sua flor.
 

Personagens, Frases e Metáforas

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Adaptações

 
- Um filme musical intitulado 'The Little Prince' foi feito baseado no livro e lançado em 1974.

- Na década de 80 foi lançada uma série de desenhos animados chamada 'As Aventuras do Pequeno Príncipe'. A série foi feita pelo estúdio de animação "Vóvó Chantre" e foi ao ar pela primeira vez no Japão em 1978 sob o título Hoshi no Ōjisama Puchi Purinsu (星の王子さま プチ・プリンス? Prince of the Stars: Petit Prince).

- Em agosto de 2015 estreia o filme de animação o 'Pequeno Príncipe' que conta a história de uma garota acaba de se mudar com a mãe, uma controladora obsessiva que deseja definir antecipadamente todos os passos da filha para que ela seja aprovada em uma escola conceituada. Entretanto, um acidente provocado por seu vizinho faz com que a hélice de um avião abra um enorme buraco em sua casa. Curiosa em saber como o objeto parou ali, ela decide investigar. Logo conhece e se torna amiga de seu novo vizinho, um senhor que lhe conta a história de um pequeno príncipe que vive em um asteroide com sua rosa e, um dia, encontrou um aviador perdido no deserto em plena Terra.

Curiosidades

 
- É o livro em língua francesa que mais foi vendido no mundo, com cerca de 143 milhões de exemplares, e entre 400 a 500 edições.
 
- Também se trata da terceira obra literária mais traduzida no mundo, tendo sido publicado em 160 idiomas e dialetos.
 
- No Japão, há um museu dedicado ao personagem principal do livro.
 
- A despeito da forte relação entre 'O Pequeno Príncipe' e o idioma francês, o livro teve sua primeira publicação nos Estados Unidos, em 1943. Foram lançadas, nessa ocasião, tanto a versão em inglês quanto a em francês.
 
- A obra foi escrita durante um exílio de Saint-Exupéry nos EUA. Em tal contexto, o autor tentava convencê-los a entrar na Segunda Guerra Mundial contra a Alemanha Nazista.
 
- A rosa do principezinho, por sua vez, foi inspirada em Consuelo de Saint-Exupéry: a esposa de Antoine. Ela nasceu em El Salvador – um país conhecido como “A Terra dos Vulcões”, por abrigar muitos destes. Daí pode-se inferir de onde veio a ideia para o pequeno lar do principezinho: o asteroide B-612.
 
- O perigo que as árvores baobás representavam para o lar do principezinho também está relacionado com a realidade. O tal perigo nada mais é senão o que o Nazismo representava para Saint-Exupéry.
 
- A aparência do pequeno príncipe pode ter ligação com a própria aparência de Antoine Saint-Exupéry quando jovem. Isso porque, nessa época, seus amigos e familiares costumavam chamá-lo deRoi-Soleil (Rei do Sol) devido a seus cabelos – até então loiros e encaracolados
 
- 'O Pequeno Príncipe' pode ser considerado um apanhado de parábolas existencialitas. Finda a observação da obra, há de se observar que quase todos os capítulos – pequenos fragmentos da viagem do principezinho – abordam críticas à sociedade do entre-guerras. O autor faz uso, inclusive, de dualidades como vida/morte, amigo/inimigo e sociedade/indivíduo para solidificar as questões que traz à tona.

Curiosidades da adaptação de 2015:

 
- Marion Cotillard dublou a Rosa, tanto no inglês quanto na versão francesa.
 
- O elenco de dubladores originais tem três vencedores do Oscar (Benicio Del Toro, Marion Cotillard e Jeff Bridges) e outros três indicados ao prêmio (Albert Brooks, Paul Giamatti e James Franco).
 
- "O Pequeno Príncipe" era a história favorita do ator James Dean, que é um dos principais ídolos de James Franco.
 
Curiosidades Antoine de Saint-Exupéry
 
- O autor já chegou a fazer alguns pousos no Brasil entre 1928 e 1930. Latécoère – uma empresa francesa para a qual Saint-Exupéry trabalhava – tinha uma base de abastecimento na cidade de Florianópolis, em Santa Catarina. Por lá, o autor ficou conhecido como “Zeperri”. Posteriormente, em sua obra Vôo Noturno, o autor cita a cidade de Florianópolis. Atualmente, uma pousada leva o nome abrasileirado do autor: a Pousada Zeperri, localizada na Praia do Campeche – Florianópolis.
 
- No dia 30 de Dezembro de 1935, Saint-Exupéry e o copiloto André Prévot voavam por cima do Deserto do Saara. Na verdade, eles estavam prestes a quebrar o recorde de velocidade numa corrida aérea da qual faziam parte. Por volta das 02:45 da manhã, um imprevisto ocorreu. Por infortúnio, sua aeronave (uma Caudron C-630 Simoun) caiu. Eles milagrosamente sobreviveram. Tendo de lidar com o intenso calor do deserto, os aviadores ficaramdesidratados; viram miragens e tiveram alucinações. No quarto dia, um Beduíno (integrante de grupos árabes que habitam o deserto) os encontrou. Deu-lhes o devido tratamento de reidratação e salvou-lhes a vida.
 
- É provável que a sábia raposa de O Pequeno Príncipe tenha nascido de uma experiência real. Em 1928, no norte do Deserto do Saara, enquanto servia o exército francês, Saint-Exupéry encontrou um Feneco – mais conhecido como raposa-do-deserto. O autor chegou a criá-la durante sua estadia local. Ainda neste âmbito, acredita-se que as falas da raposinha muito tem a ver com uma antiga colega de Antoine – Silvia Hamilton Reinhardt, da cidade de Nova Iorque. A famosa frase “Só se vê bem com o coração.” muito provavelmente foi dita por ela.
 

Frases

 
'A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa.
- Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma.
Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos,
os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!'
 
'- Se alguém ama uma flor da qual só exista um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para fazê-lo feliz quando as comtempla. ele pensa "Minha flor está lá, em algum lugar..." Mas se o carneiro come a flor, é, para ele, como se todas as estrelas se repentinamente se apagassem! E isto não tem importância?'
 
'-Mais quando a gente fica vermelho, não é o mesmo que dizer "sim" ?
-O mais importante é invisível ...
-As estrelas são todas iluminadas ... Não será para que cada um possa um dia encontrar a sua ?'
 
'O essencial é invisível aos olhos, e só se pode ver com o coração'
 
'Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas'.
 

Autor

Antoine de Saint-Exupéry

 
Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry (Lyon, 29 de junho de 1900 — Mar Mediterrâneo, 31 de julho de 1944) foi um escritor, ilustrador e piloto francês, terceiro filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe.
 

Aviação e morte

 
Apaixonado desde a infância pela mecânica, começou por estudar no colégio jesuíta de Notre-Dame de Saint-Croix, em Mans, de 1909 a 1914. Neste ano da Primeira Guerra Mundial, juntamente com seu irmão François, transfere-se para o colégio dos Maristas, em Friburgo, na Suíça, onde permanece até 1917. Quatro anos mais tarde, em abril de 1921, Antoine inicia o serviço militar no 2º Regimento de Aviação de Estrasburgo, depois de reprovado nos exames para admissão da Escola Naval.
 
Em 17 de junho, obtém em Rabat, para onde fora mandado, o brevê de piloto civil. No ano seguinte, 1922, já é piloto militar brevetado, com o posto de subtenente da reserva. Em 1926, recomendado por amigo, o Abade Sudour, é admitido na Sociedade Latécoère de Aviação (depois conhecida como Aéropostale), onde começa então sua carreira como piloto de linha, voando entre Toulouse, Casablanca e Dacar. Foi por essa época, quando chefiou o posto de Cabo Juby, no sul de Marrocos e então uma colónia espanhola, que os mouros lhe deram o codinome de senhor das areias. Permaneceu 18 meses no Cabo Juby, durante os quais escreveu o romance Courrier sud ("Correio do Sul") e negociou com as tribos mouras insubmissas a libertação de pilotos que tinham sido detidos após acidentes ou aterragens forçadas.
 
Após quase 25 meses na América do Norte, Saint-Exupéry retornou à Europa para voar com as Forças Francesas Livres e lutar com os Aliados num esquadrão do Mediterrâneo. Então com 43 anos, ele era mais velho que a maioria dos homens designados para funções, e sofria de dores, devido às suas muitas fraturas. Ele foi designado com um número de outros pilotos para pilotar aviões P-38 Lightning.
 
A última tarefa de Saint-Exupéry foi recolher informação sobre os movimentos de tropas alemãs em torno do Vale do Ródano antes da invasão aliada do sul da França ("Operação Dragão"). Na noite de 31 de julho de 1944, ele partiu de uma base aérea na Córsega e não retornou.
 
Uma mulher relatou ter visto um acidente de avião em torno de meio-dia de 1 de agosto perto da Baía de Carqueiranne, Toulon. Um corpo não identificável ​​usando cores francesas foi encontrado vários dias depois a leste do arquipélago Frioul ao sul de Marselha e enterrado em Carqueiranne em setembro.
 
O alemão Horst Rippert assumiu ser o autor dos tiros responsáveis pela queda do avião e disse ter lamentado a morte de Saint-Exupéry. Em 3 de novembro, em homenagem póstuma, recebeu as maiores honras do exército. Em 2004, os destroços do avião que pilotava foram achados a poucos quilômetros da costa de Marselha. Seu corpo nunca foi encontrado.
 

O Pequeno Príncipe

 
Antoine de Saint-Exupéry partiu para Nova York no fim de Dezembro de 1940, onde começou a desenhar, na frente aos editores, o recorrente menino de cabelos rebeldes. Quando lhe perguntavam, respondia: “Não é nada de mais, é apenas o garoto que existe no meu coração.”

A primeira edição do Pequeno Príncipe apareceu em abril de 1943. Ele recebeu um dos primeiros exemplares alguns dias antes do seu embarque para a África do Norte. Atravessou o Atlântico a bordo de um navio com tropas americanas para lutar pela França ocupada pelo exército alemão. No dia 31 de Julho de 1944 não retornou da sua última missão.
 
Toda a obra de Saint-Exupéry é centrada em valores fundamentais e universais. Elas fazem parte do nosso patrimônio. São os valores dos homens solidários, responsáveis e persistentes.
 

Obras

  • L'Aviateur (O aviador) - 1926
  • Courrier sud (Correio do Sul) - 1929
  • Vol de nuit (Voo Noturno) - 1931
  • Terre des hommes (Terra dos Homens) - 1939
  • Pilote de guerre (Piloto de Guerra) - 1942
  • Le Petit Prince (O Pequeno Príncipe, no Brasil, ou O Principezinho, em Portugal) - 1943
  • Lettre à un otage (Carta a um refém) - 1943/1944
  • Citadelle (Cidadela) — póstuma, 1948

  • Moral

     
     
    Um pequeno príncipe nos convida a olhar com atenção o planeta que habitamos, cheio de presentes oferecidos pela natureza. Presentes aparentes ou escondidos, renováveis ou limitados. Mas todos eles revelam segredos quando os observamos com o olhar cristalino de uma criança.
    Estrelas que sabem sorrir.
     
    O romance mostra uma profunda mudança de valores, e sugere ao leitor quão equivocados podem ser os nossos julgamentos, e como eles podem nos levar à solidão. O livro nos leva à reflexão sobre a maneira de nos tornarmos adultos, entregues às preocupações diárias, e esquecidos da criança que fomos e somos.

    Antoine de Saint-Exupéry resgatou a criança que existe em cada um de nós, com encanto, ética e beleza.
     
    Leitura de Cabeceira | O Pequeno Príncipe Leitura de Cabeceira | O Pequeno Príncipe Reviewed by Luara Moraes Leão on 19.8.15 Rating: 5

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