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Album Review | O contraste entre o amor e a rebeldia da Madonna no 'Rebel Heart'


Muito se esperava pelo sucessor do MDNA. Depois de um desempenho regular do álbum e incertezas do que estava por vir, muito se especulava pelo qual passo a Rainha do Pop iria tomar em sua carreira. Surpreendendo a todos, canções não-finalizadas da produção vazaram na rede, colocando em cheque toda a divulgação preparada para o material. Superando todos os desafios, a cantora disponibilizou seis faixas finalizadas e adiantou a data de lançamento do disco. 

Eis que surge o décimo-terceiro álbum da artista, o intitulado Rebel Heart, que traz uma nova perspectiva e renovação de sua carreira depois de décadas no mundo da música. Com nomes como Diplo e Natalia Kills, são apresentadas duas facetas que sintetizam sua personalidade, o seu lado amoroso e rebelde. Em um primeiro momento, pensar na ideia de unir dois conceitos opostos pode parecer inimaginável, mas ao ouvir o resultado observa-se o oposto. Há um equilíbrio entre o ser rebelde e amoroso, sendo implicitamente levantado o questionamento de como conciliar o amar e ser rebelde, ao mesmo passo que se é discutido sobre religiosidade e liberdade. 

A dualidade também se encontra presente no instrumental, optando por melodias tanto agitadas e como lentas. Mesmo em canções mais agitadas apresenta-se instrumentos mais limpos refletindo nos vocais, sendo essa característica diferenciadora da produção ao disco anterior que apresentada músicas com elementos de EDM e eletrônica sendo raras exceções. Com Rebel Heart, a cantora dá um novo passo em sua carreira e busca renovar seu nome em meio à turbulência natural do passar dos anos. Confira um breve comentário de cada faixa presente na versão standart:

1) Living for Love: a faixa que abre a divulgação do álbum segue com um coral e explosão no refrão, onde há uma acelerada e adicionado sintetizadores num ar oitentista.



2) Devil Pray: incorporando elementos sonoros árabes, a faixa aposta no seu lado rebelde tratando sobre drogas e religião.

3) Ghosttown: Começando lenta e com o piano ao fundo, a faixa vai acelerando e sendo adicionado mais instrumentos até chegar ao refrão viciantes. Uma das mais viciantes da produção.



4) Unapologetic Bitch: O ar de reggae criado pelo instrumental se destaca como resultado.

5) Illuminati: o deboche e sarcasmo marca a produção, falando sobre o grupo secreto que mexe com o imaginário mundial, citando nomes famosos na letra.

6) Bitch I’m Madonna (feat. Nicki Minaj): Terceira colaboração com a barbadiana, a canção segue uma linha narcisista exaltando o nome de ambas. A letra elaborada é deixada de lado e investe-se num instrumental trabalhado com elementos de EDM e autotune.

7) Hold Tight: Se diferenciando completamente da anterior, há uma desacelerada e temos uma letra mais trabalhada.

8) Joan of Arc: Com introdução no violão, a balada segue lenta e com vocais doces.



9) Iconic (feat. Chance The Rapper & Mike Tyson): mais um momento onde o EDM se sobressai na produção. 

10) Heartbreak City: introduzida no piano, a faixa se mantém no mesmo estilo no decorrer do tempo.

11) Body Shop: com palmas ao fundo, a canção é interpretada quase aos sussurros. 

12) Holy Water: uma das mais ousadas do álbum, a faixa remete aos tempos de Erotica onde a cantora busca convencer o rapaz de fazer sexo oral nela tendo gemidos ao fundo. 

13) Inside Out: finalizando a versão standart temos a balada Inside Out, que tem o toque dos tambores ao fundo como ponto em destaque. O violino ao fundo complementa o resultado.

Rebel Heart 

Madonna
Pop music, pop

★★★★

Lançamento
10/03/2015

Gravadora
Interscope

Album Review | O contraste entre o amor e a rebeldia da Madonna no 'Rebel Heart' Album Review | O contraste entre o amor e a rebeldia da Madonna no 'Rebel Heart' Reviewed by João Walber on 31.3.15 Rating: 5

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