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Leitura de Cabeceira: "As Crônicas de Nárnia" e suas crenças religiosas e mitológicas


Boa noite e bem vindos meus leitores queridos a mais um 'Leitura de Cabeceira', nesse primeiro leitura do mês eu o dediquei a um dos meus livros infantis preferidos: 'As Crônicas de Nárnia', e vou mostrar a vocês principalmente curiosidades e fazê-los mudar de ideia sobre a simplicidade da história, revelando o quão cheia de metáforas e complexidade existe nela.

Livros da Coletânea:

O Sobrinho do Mago


O Sobrinho do Mago foi concluído durante 1954 e publicado em 1955. Este romance narra os acontecimentos durante os primórdios de Nárnia, preenchendo as lacunas deixadas no livro 'O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa'. Através de uns anéis mágicos fabricados por André Ketterley (também conhecido como Tio André), Digory Kirke e Polly Plummer viajam até Charn, um mundo muito antigo sem vida, onde acabam por libertar acidentalmente à Feiticeira Branca: Jadis. Depois de muitos acontecimentos, eles chegam a um mundo que acabava de ser criado por Aslam: a Nárnia. O livro também relata a origem do guarda-roupa e de como ele foi parar no nosso mundo.

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa


O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa concluído durante o inverno de 1949 e publicado em 1950, é o primeiro romance da série em ordem de publicação; porém, o segundo em ordem cronológica. Narra a história de quatro crianças humanas: Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia Pevensie, que através de um antigo e misterioso guarda-roupa, chegam ao mundo de Nárnia, um exuberante país que enfrenta um terrível e prolongado inverno, imposto pela falsa rainha do país (a Feiticeira Branca), e que já completava cem anos. Com a ajuda do grande e poderoso leão Aslam, os irmãos Pevensie devem derrotar à terrível feiticeira e trazer a paz de volta à Nárnia e a todos os que nela habitam.

O Cavalo e seu Menino


O Cavalo e seu Menino concluído durante a primavera de 1950 e publicada durante 1954, é a quinta fantasia da série a ser publicado; porém, é o terceiro em ordem cronológica, pois se passa durante A Era de Ouro em Nárnia (ou seja, durante o reinado dos irmãos Pevensie). Narra a história do cavalo falante Bri e do garoto Shasta, ambos detidos em cativeiro na Calormânia. Durante a fuga, estes descobrem que a Calormânia pretende invadir Nárnia através da Arquelândia. Agora eles devem impedir que este ataque ocorra; para isto, passarão por incríveis aventuras, junto de Aravis e Huin.

Príncipe Caspian


Príncipe Caspian concluído durante o outono de 1949 e publicado em 1951, é o segundo livro da série a ser publicado; porém, o quarto em ordem cronológica. Narra o retorno dos irmãos Pevensie à Nárnia, lugar onde passaram 1300 anos, enquanto que no nosso mundo apenas tinha passado um. Durante esse tempo, muitas coisas aconteceram: os telmarinos (humanos que vivem em Telmar) invadem à Nárnia, desmatando os bosques e assassinando as criaturas narnianas. É nesse momento que os Pevensie conhecem Caspian X, um bondoso príncipe telmarino. Logo após, eles deverão derrotar o telmarino e falso rei de Nárnia, Miraz (tio de Caspian), o atual comandante destes massacres no país. Para este plano se concretizar, eles terão novamente a ajuda de Aslam.

A Viagem do Peregrino da Alvorada


A Viagem do Peregrino da Alvorada concluído durante o inverno de 1950 e publicado em 1952, é o terceiro livro da série a ser publicado; porém, o quinto em ordem cronológica. Nesta fantasia, apenas Edmundo e Lúcia Pevensie retornam à Nárnia, além do seu primo Eustáquio. Juntos de Caspian X (que já era o rei de Nárnia) e do rato Ripchip, eles viajam à bordo do navio Peregrino da Alvorada, pois devem encontrar os sete fidalgos banidos por Miraz. Eles enfrentarão diversos perigos e aventuras em inúmeras ilhas, e como sempre, contarão com a ajuda de Aslam.

A Cadeira de Prata


A Cadeira de Prata concluído por Lewis durante a primavera de 1951 e publicado em 1953, é o quarto livro da série em ordem de publicação, o sexto em ordem cronológica, e o primeiro em que os irmãos Pevensie não aparecem. Nesta fantástica aventura, apenas Eustáquio e sua amiga de escola, Jill Pole, vão à Nárnia; estando lá, eles devem encontrar o Príncipe Rilian, o filho desaparecido do Rei Caspian X (agora, uma pessoa idosa à beira da morte). Com os conselhos de Aslam, Eustáquio e Jill devem percorrer Nárnia em busca de Rilian, e acabam por descobrir que o príncipe foi sequestrado e hipnotizado pela Feiticeira Verde, que planeja, através do próprio Rilian, tomar Nárnia.

A Última Batalha


A Última Batalha concluída durante a primavera de 1953 e publicada durante 1956, é a última fantasia a ser publicado, e também o último em ordem cronológica. Depois que a Calormânia, juntamente como seu líder Tash, invadem Nárnia, ocorre uma grande e violenta guerra. Aslam, então, decreta o fim de Nárnia, fazendo as estrelas descerem do céu, o sol se apagar, e inundando todo o resto. Todos os humanos e criaturas boas e fiéis à Aslam, vão para o paraíso conhecido como País de Aslam; lá, todos os "amigos de Nárnia" (os Pevensie, Caspian X, Eustáquio, Jill, Digory, Polly) se encontram, exceto Susana Pevensie, que havia "esquecido-se" de Nárnia por causa das coisas materialistas.

Ordem da Coletânea:

Ordem de Publicação:
  1. O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa
  2. Príncipe Caspian
  3. A Viagem do Peregrino da Alvorada
  4. A Cadeira de Prata
  5. O Cavalo e seu Menino
  6. O Sobrinho do Mago
  7. A Última Batalha

Ordem Cronológica
  1. O Sobrinho do Mago
  2. O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa
  3. O Cavalo e seu Menino
  4. Príncipe Caspian
  5. A Viagem do Peregrino da Alvorada
  6. A Cadeira de Prata
  7. A Última Batalha

Curiosidades:

- Ainda durante sua infância, Lewis criava ilustrações para as histórias que escrevia. Quando o livro O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa estava prestes a ser publicado, ele havia pensado na possibilidade de ilustrá-lo, mas acabou solicitando uma desenhista profissional, Pauline Baynes, que na época tinha um pouco mais de vinte anos de idade, mas que já tinha ilustrado o último livro do autor J. R. R. Tolkien (chamado de Mestre Gil de Ham). Lewis, então, decidiu que ela seria a pessoa ideal para ilustrar as pessoas e os fantásticos seres em O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, porém ela acabou ilustrando os sete livros da série.

- Lewis lançou inicialmente O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa em 1950, sem ter a intenção de produzir uma série de livros. Entretanto, encorajado pelas críticas positivas do público e de amigos (incluindo J. R. R. Tolkien, autor de O Senhor dos Anéis, de quem Lewis era grande amigo), o autor decidiu prosseguir, no ano seguinte, escrevendo outros livros contando outras histórias do mundo de Nárnia, as quais Lewis já estava desenvolvendo desde antes da publicação de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa.

Curiosidades sobre "As Crônicas de Nárnia" ser uma Metáfora Cristã:


-  Segundo especialista em literatura e cristãos, Aslam é uma alegoria, uma referência a Jesus, pois os valores e atos praticados por Aslam são semelhantes ao de Cristo.

-  Refere-se a Aslam também como filho do Imperador de Além Mar, este que faria o papel de Deus, reforçando o papel de Aslam como Cristo. O autor diz que Aslam é uma visão alternativa de Cristo, e mostra que esta seria supostamente uma forma que Jesus assumiria se fosse até um país fantástico como Nárnia. Por isso quase sempre o que Aslam faz ou diz ao longo das histórias, possui paralelos cristãos.

- Em O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, Aslam sacrifica-se no lugar de Edmundo Pevensie para livrá-lo da morte, o que assemelha-se com o sacrifício de Jesus no Calvário para nos libertar da morte .

- No Pereguino da Alvaroda, Aslam diz a Lúcia: 'Estou em seu mundo. Mas tenho outro nome. Têm de aprender a conhecer-me por esse nome. Foi por isso que os levei a Nárnia, para que, conhecendo-me um pouco, venham a conhecer-me melhor.'

- Lewis aborda questões delicadas sobre a salvação quando fala sobre Susana e o calormano Emeth. Susana não está presente na entrada para a Verdadeira Nárnia, pois, segundo o livro, não era mais amiga de Nárnia por estar mais interessada em lingeries, maquiagens e compromissos sociais.
Alguns entendem que isso era consequência de que ela simplesmente "se esqueceu" de Nárnia por preferir as coisas materiais do mundo. De fato, Lewis e seu amigo J. R. R. Tolkien eram grandes opositores do materialismo. O mais provável é que Lewis quis demonstrar que alguns cristãos, fiéis a Jesus Cristo, iriam se perder ao abandoná-lo por seu próprio prazer. O livro também mostra que os calormanos são pessoas que usam turbantes e são adoradores de Tash, que é tido como alusão a Satanás, de forma semelhante que Aslam é aludido com Jesus Cristo.

- O romance O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, Lewis escreve, em um trecho, que a personagem conhecida como Feiticeira Branca se passa por Filha de Eva, quando na verdade ela é descendente de Lilith. Lilith é uma personagem mitológica, que segundo as lendas sobre ela, teria sido a primeira esposa de Adão e a responsável pela aparição da serpente no Jardim do Éden; enquanto outros acreditam que ela seja a própria serpente.

- Uma provável origem da palavra Narnia seria talvez, uma palavra da língua fictícia sindarin, desenvolvida pelo professor e filólogo J. R. R. Tolkien, autor de O Senhor dos Anéis e amigo íntimo de Lewis, onde a palavra "Narn-îa" significaria algo semelhante à "profundeza dos contos". Essa teoria é amparada não só pelo fato da forte amizade de Lewis e Tolkien, e por conseguinte, no fato da probabilidade de que o primeiro tivesse livre acesso aos manuscritos desse último. Inevitavelmente, também, pelo fato de que Lewis foi uma das principais pessoas (se não a principal) a ajudar Tolkien na criação de seu universo fantástico, lendo manuscritos originais e dando sua opinião sobre a história e o desenvolvimento de sua mitologia, incluindo a língua. Então, é bem provavel, que, ao longo desse processo, Lewis tivesse lido tal termo e com a concessão ou não de Tolkien, o usado como base para a criação do nome do reino fantástico de suas histórias, que, por sinal, foram escritas posteriormente às de O Senhor dos Anéis.


*Em 1 de outubro de 2013, a C.S. Lewis Company anunciou que entrou em acordo com a The Mark Gordon Company para, juntos, desenvolverem e produzirem 'As Crônicas de Nárnia: A Cadeira de Prata', seguindo então a ordem de publicação da série.
Leitura de Cabeceira: "As Crônicas de Nárnia" e suas crenças religiosas e mitológicas Leitura de Cabeceira: "As Crônicas de Nárnia" e suas crenças religiosas e mitológicas Reviewed by Luara Moraes Leão on 1.2.15 Rating: 5

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