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Review: O Lado Bom da Vida



Pela primeira vez na minha vida, gostei mais do filme do que livro. Mas, se você está pensando que a história é exatamente igual, está enganado. A história é bem diferente, porém esse não é o motivo pelo qual gostei mais filme. Na minha opinião, são diferentes formas de manifestação artística, portanto, por mais que a premissa seja a mesma, nenhum dos dois tem a menor obrigação para com a fidelidade. Aqui estão meus motivos para não ter gostado tanto do livro O Lado Bom da Vida.

Primeiramente, os personagens. O protagonista, Pat Peoples, tem um transtorno mental, perde a memória depois de um incidente traumático e passa anos em uma unidade de tratamento. Quando sai, quer recuperar sua ex-mulher Nikki e, para isso, começa a ver o lado bom de tudo para se "aprimorar" para a esposa. Isso é interessante, porém o otimismo e excessivo, talvez até compulsivo, pela esposa fica cansativo ao longo do livro, ainda mais quando aparece Tiffany. Essa é única personagem que achei perfeita. Ela também tem transtorno psicológico, mas é bem mais agressiva que Pat, o que, várias vezes, torna a história cômica. Tiffany vira amiga de Pat, depois de perder o marido e ser demitida.

Mais um personagem importante para a trama é Cliff, o terapeuta de Pat, que o apoia dentro e fora do consultório durante todo o tratamento contínuo de Peoples, cujos pais estão em uma briga sem fim, que merece ser mencionada. Fora Pat, Tiffany, Cliff e os pais de Pat, a única personagem que roubou a cena foi Emily, a filha bebê de Ronnie, amigo do protagonista.

O livro apresenta muitos personagens descartáveis, como Ronnie, Veronica, Danny, Jake, Caitlin, Scott, os homens gordos, quase todos os integrantes da Invasão Asiática... Todos esses personagens não foram explorados o suficiente o que faz com que não sejam importantes para o livro, não para trama, mas para o legado da história.

Outro ponto que eu não gostei foi a ininterrupta interferência do futebol americano no enredo. Na minha opinião, o elemento poderia ser usado sem problemas, mas o uso foi tão exessivo que causou cansaço.

Os acontecimentos do livro, por diversas vezes, foram aleatórios, como a surra que Pat leva na rua, que foi claramente feita para proporcionar o reencontro do protaginista e de Danny.

Porém, as cenas entre Pat e Tiffany salvam a obra de um desastre total. A cena final tem uma carga poética emocionante e a aceitação dele em relação ao término de seu casamento com Nikki tornam o final do livro melhor do que todo o resto.

Review: O Lado Bom da Vida Review: O Lado Bom da Vida Reviewed by Carolina Soares on 9.12.14 Rating: 5

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